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Por toda a minha vida

Para 2008…

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Desejo (Victor Hugo)

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga ‘Isso é meu’,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Que 2008 seja um ano de conquistas pessoais, profissionais e sociais!

Alguns dos maiores escritores mundiais foram, em certa parte da vida, jornalistas. Está aí uma coisa que me atrai, me impulsiona, me admira e também me assusta. É fato que uma coisa está completamente ligada à outra, salvo a questão da ficção, e essa literatura misturada com jornalismo é a que mais me interessa. Gabriel García Marques, Ignácio de Loyola Brandão, Plínio Marcos, Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha são alguns nomes de escritores que tiveram que ganhar o pão através do jornalismo antes de se consagrarem. E também Clarice Lispector.

De expressão triste, sobrancelhas arqueadas, olhos pequenos, olhar vago porém incisivo. “Caótica, intensa, completamente fora da realidade da vida” – essas são as palavras com que Clarice se auto-caracteriza quando jovem escritora. No último dia 09 de dezembro, completou 30 anos da morte da escritora mais enigmática da literatura brasileira.

Dois documentos – além de suas próprias obras – revelam, a meu ver, quem era Clarice Lispector: o livro “Correio feminino” (Editora Rocco, 160p. R$42,50) e a entrevista concedida, poucos meses antes de sua morte, ao jornalista Julio Lerner em 1977 no programa “Panorama” da TV Cultura.

Nesta entrevista, a revelação de traços da personalidade as escritora, que pode ser identificada em sua literatura muitas vezes auto-biográfica, de uma Clarice já cansada de si mesmo. Tinha acabado de escrever “A hora da estrela” – seu maior sucesso.

Parte 1

“Sou uma escritora amadora. Escrevo quando quero. Faço questão de não ser uma profissional, para manter minha liberdade.”

“Tem períodos de produzir intensamente e tem períodos hiatos, em que a vida fica intolerável.”

Parte 2

“Quando me comunico com adultos, na verdade estou me comunicando com o mais secreto de mim mesma. Aí é difícil.”

“O adulto é triste e solitário. A criança tem a fantasia solta.”

“Eu escrevo sem a esperança que o que eu escreva altere qualquer coisa.”

Parte 3

“Me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato.”

“Eu escrevo simples, não enfeito.”

Clarice jornalista

Entrei em contato mais profundo com Clarice Lispector no primeiro ano de universidade. Já conhecia pouco de seus escritos devido às obras exigidas para o vestibular, mas confesso que não me sentia tão impressionada com sua literatura. Até que eu conheci a mulher por trás de suas obras, e daí sim suas histórias ficaram interessantíssimas.

Mas até então só se fala da Clarice Lispector escritora – rótulo que ela mesma repudia. Nunca tinha lido a Clarice jornalista – ofício que ela praticou durante anos como forma de sustento, antes de seu primeiro livro ser publicado até seus últimos dias de vida.

Interessada nessa literatura, adquiri (e também ganhei de presente) o livro “Correio Feminino”, uma seleção de textos da escritora publicados em colunas e suplementos femininos da imprensa brasileira durante as décadas de 50 e 60. São artigos sobre beleza, culinária, moda e medicina, feminismo e feminilidade, conselhos sobre a emancipação da mulher – um retrato de hábitos e tendências da mulher brasileira das décadas de 50 e 60.

Minha surpresa veio nas primeiras páginas: a enigmática escritora dá lugar a conselhos de beleza, de como conquistar um homem, como uma mulher deve se comportar perante a sociedade, etc. Mas depois é notável como a personalidade de Clarice se coloca nas entrelinhas dos textos. Já no prefácio, Aparecida Maria Nunes, organizadora do livro, diz que esta pode até ser considerada uma “literatura menor”. Mas eu não acho. Mostra uma Clarice diferente, mostra sua simplicidade de escrita (como ela mesma diz no final da entrevista), evidencia seus sentimentos, reafirma seu brilhantismo, revela a essência mulher na escritora – e a luta dessa mulher sozinha para se sustentar.

Como diz Gastão Moreira na apresentação da entrevista/documentário, “não há como não se render a sua escrita indefinível”.

* “Flor-de-lis” é a tradução literal de “Lispector” para o português, como afirma a própria Clarice no começo da entrevista citada acima.

No final de semana passado, assisti a uma daquelas comédias bem cretinas, mas com uma teoria muito boa: enquanto os casais de maior Q.I. planejam demais terem filhos e acabam até não os tendo (porque o tempo passa, o relógio biológico desanda, o casamento dá divórcio, etc.), os casais com menos Q.I. vão copulando e copulando e tendo filhos e mais filhos de baixo Q.I., que não tem educação nem instrução, casam cedo e começam a ter filhos cedo, e mais filhos, e mais filhos, que tem Q.I. ainda mais baixo, e assim por diante, até que em 2500 o mundo estará repleto de idiotas. “Idiocracy” será responsável por fazer você repensar o futuro do planeta.

Daí, quinta-feira, a Folha de SP, em seu caderno Equilíbrio, deu uma matéria com o título “Sem descendentes – Preocupação com as mudanças na vida a dois e com a carreira levam cada vez mais casais à decisão de não engravidar”, que diz, basicamente, que cresce o número de casais que optam por não ter filhos. Só que todos os casais entrevistados na matéria são de classe alta (financeira e intelectualmente falando): uma produtora cultural e um escritor, uma advogada e um arquiteto, uma dentista e um oficial de justiça. Numa parte da matéria, há a justificativa de uma terapeuta familiar para o quadro: “Cada vez mais as pessoas têm consciência do esforço que significa criar um filho, da dedicação e dos custos econômicos e emocionais envolvidos”.

Agora pense. Deixe o discurso hipócrita de lado e analise as probabilidades. Se os casais com maior renda, maior nível de educação e maiores condições de ter filhos estão optando por não tê-los, enquanto os casais de menor renda, menor educação e sem quase nenhuma condição tem oito filhos cada, que seguirão os mesmos caminhos dos pais já que também não terão educação nem instrução nem preparação, daqui algumas centenas de anos a chance desse último grupo ter povoado e dominado todo o planeta é bem grande. Assustado? Eu também.

Claro que essa é uma visão bem pessimista e que isso só acontecerá se absolutamente ninguém fizer absolutamente nada para mudar esse quadro de ignorância coletiva. Mas que é possível, é. Se todo mundo passar a só ouvir funk e deixar de ouvir os clássicos da MPB, se todo mundo estudar em colégios públicos (*considerando o sucateamento do sistema público de ensino) e comprarem diplomas do terceiro grau, se filmes como “Jogos Mortais” forem sucessos absolutos de bilheteria enquanto documentários e filmes considerados cult são deixados no esquecimento, se todo mundo só ver a novela das oito e parar de ler livros, jornais, revistas e até folheto de supermercado, se ninguém mais souber quem foi Machado de Assis, Guimarães Rosa ou Clarice Lispector, se nossos queridos governantes não pararem de ‘corruptar’ e tomarem providências a favor da educação, chegaremos numa “Idiocracy” bem rápido!

Uma das partes do filme retrata uma coisa bem idiota, mas muito significativa: em 2500, a ignorância da população, totalmente influenciada pelo marketing da tevê, pára de consumir água e passa a só beber um composto energético, estilo Gatorade. E eles estendem isso às plantações, já que água só é usada pra limpar privada. O resultado não poderia ser outro: as plantações morrem e o solo fica seco, ameaçando (?!?) o futuro da humanidade.

Assista. É de se fazer pensar e refletir. E também dar boas risadas.

A banda da tevê

Um “Heroe”, um “Doctor”, um charmoso encanador, um “Bachelor” e uma das namoradas de um dos “Friends”. Esse é o diferencial da “Band from TV” que, como o próprio nome já diz, é uma banda formada por atores de premiadas séries televisivas – que também são ótimos músicos – além de outros profissionais.

Hugh Laurie, o charmoso e carrancudo Doctor “House” (que também já fez o pai de Stuart Little) nos teclados; Greg Grunberg, o policial que pode ouvir o pensamento dos outros em “Heroes”, além de ter papéis fixos nas extintas “Felicity” e “Alias” e ter feito o piloto do avião de “Lost”, na bateria; James “Jamie” Denton, o misterioso e apaixonante encanador Mike Delfino em “Desperate Housewifes”, na guitarra; Bob Guiney, o gordinho rejeitado no primeiro “The Bachelorette” e que depois ganhou um próprio programa, nos vocais; e Bonnie Sommerville, a Mona – uma das namoradas de Ross em “Friends”, também nos vocais, são o elenco dessa inusitada empreitada.

Já com muito sucesso nos EUA, a banda toca basicamente clássicos do rock and roll e o alto cachê cobrado é inteiramente destinado à entidades assistenciais. Na página deles no MySpace, dá pra ouivr algumas das músicas.

Muito bacana!

Mais um ano na contagem

É engraçado fazer aniversário. Especialmente porque antes dele vem a fase do inferno astral e essa não tem nada de engraçado. Posso dizer que meu último inferno astral foi brabo. Só perde pro penúltimo, que era o fim do ciclo até então mais importante e significativo da minha vida: a faculdade.

A questão é que eu faço aniversário no final do ano e o tempo de avaliação passa a ser maior. Dá tempo de avaliar as escolhas, as perdas, as conquistas, as alegrias, as coisas boas e más que aconteceram no último ano (tanto o ano astral – esse que vai de um aniversário a outro – quanto o ano real – esse que começa e termina igual pra todo mundo).

No meu aniversário do ano passado, eu estava prestes a terminar a faculdade e numa crise absurda de todas as áreas da minha vida. Dizem que o inferno astral é isso: o término de um ciclo. E além do término do ciclo astral, o ciclo da faculdade estava acabando. Imaginem a neura!

Hoje, adentrando meu 23º ano de vida, longe dos meus amigos tão queridos que calorosamente comemoraram os meus últimos quatro aniversários e acompanharam todos os meus infernos astrais de braços abertos e ombros a postos, posso dizer que esse aniversário não é o fim de um ciclo, mas sim o começo de uma nova fase da minha vida.

Muitas coisas mudaram, algumas retornaram aos seus lugares, outras desapareceram por completo. O que a gente leva junto da gente é a certeza de que nada nunca é igual, as pessoas mudam, os caminhos se alteram, a vida dá reviravoltas e amanhã será um dia ainda melhor do que hoje!

Direitos o quê?

Olha aí o tipo de notícia que a gente tem que deparar logo pela manhã, quando chega no trabalho para mais um dia cansativo, na luta por ganhar um mísero salário, com o qual você planeja ganhar o mundo, mesmo sabendo que esse sonho é um pouquinho fora do seu orçamento…

Suzane quer indenização de R$ 950 mil por danos morais

São Paulo – A ex-estudante de Direito Suzane Louise Von Richthofen, condenada a 39 anos e 6 meses pelo assassinato dos pais, processa o Estado por danos morais e materiais. Em duas ações judiciais, ela pede indenizações de R$ 950 mil. Na primeira, ela alega ter sofrido ameaça de morte e passado fome durante uma rebelião em agosto de 2004, no Carandiru, zona norte de São Paulo. Na segunda argumenta ter sido obrigada pela diretora-geral de um presídio no interior a dar entrevista coletiva.O processo 124736/2007 tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública Estadual. O advogado de Suzane, Denivaldo Barni Júnior, sustenta em sua defesa que a rebelião iniciada às 12h20 de 24 de agosto de 2004 na Penitenciária Feminina da capital paulista fugiu ao controle dos funcionários e que sua cliente tornou-se alvo das líderes do motim.

Um trecho da petição diz: “Mesmo escondida ficou ouvindo palavras de ordem e ameaças contra sua vida. Ficou 22 horas sob intensa violência, pressão psicológica, sofrimento, angústia e terror em plena escuridão, agachada, de cócoras, até o término da rebelião, às 10h30 do dia seguinte.” O advogado alega ainda que Suzane ficou 22 horas sem comer. Nessa ação, Barni pede indenização de 500 salários mínimos, o equivalente a R$ 190 mil.

O processo 117836/2007 corre na 14ª Vara da Fazenda Pública Estadual. Por essa ação, Suzane reivindica 2 mil salários mínimos de indenização por danos morais e materiais, equivalente a R$ 760 mil. O mesmo advogado alega que sua cliente foi exposta à mídia, contra a vontade, ao obter habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de 28 de junho de 2005.

Suzane estava presa no Centro de Ressocialização (CR) de Rio Claro e ganhou do STF o direito de aguardar ao julgamento em liberdade. No mesmo dia, dezenas de jornalistas se posicionaram em frente ao CR. De acordo com Barni, Suzane foi obrigada, sob ameaça da então diretora-geral do CR, Irani Aparecida Torres, a se exibir à imprensa, totalmente contra sua vontade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Agência Estado (ou aqui)

Que me desculpem os defensores dos tais direitos humanos, mas com que razão essa menina reinvindica alguma coisa e ainda julga ter “direito”? Nasceu em berço de ouro, não faz idéia do que é viver com um salário mínimo e quer ganhar 2.500 salários pelo que? Por ter matado os pais?

Danos morais? Materiais? O que fizeram com ela na cadeia foi muito pouco.

Sempre fui contra a pena de morte e abomino a violência de qualquer tipo. Mas hoje defendo que deveria existir uma pena para crimes hediondos na qual os criminosos sofreriam exatamente do mesmo jeito que suas vítimas.

Sim, quem sabe assim os cidadãos de bem não possam gozar de seus direitos humanos e evitar ser mortos por seus filhos, vítimas de bandidos com menos de 18 anos ou ver seus filhos serem arrastados por um carro…

PS.: “Cem faculdades de direito podem ser fechadas pelo MEC, diz OAB” (Porque será, neh?!)

Mais um

Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário. Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa dar a si mesmo(a) mais atenção. Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e, quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los.”

“O aniversário nada mais é do que o marco de um novo ciclo solar na vida de uma pessoa, ou seja, o Sol passa pelo mesmo ponto do Zodíaco que estava quando ela nasceu, sinalizando uma nova etapa para a sua consciência. Os dias que antecedem esta renovação são exatamente os últimos do ciclo anterior que a consciência vinha atravessando.”

“O período que antecede o aniversário também é um final de ciclo. Se observarmos cuidadosamente, os finais de ciclo são épocas desgastantes, às vezes tristes, às vezes monótonas, às vezes dolorosas, mas sempre pouco atrantes em relação às fases de crescimento. Sendo assim, o “inferno astral” ou o fechamento do ciclo é semelhante a uma morte, ao término de um namoro e à fase de falta de criatividade pela qual passa um artista ou escritor após a conclusão de uma obra. É preciso “fermentar” ou “incubar” uma nova manifestação. É preciso voltar-se para dentro, encolher-se a fim de que seja possível dar um salto, espremer um pouco, para poder passar por uma abertura estreita até um local melhor – isso é o nascimento.”


Chegou. Meu 23º inferno astral. 23º! Porra!

Se tem um tipo de arte que eu tenho verdadeira paixão é pela cinematográfica. Embora não seja uma exímia conhecedora, sou apaixonada por filmes. Claro que, como a maioria das mulheres, a-do-ro comédias românticas e não sou muito adepta a filmes violentos. E cada estado de espírito, pede um tipo de filme.

Como minha TPM se aproxima, resolvi (re)ver um monte de filmes bem mamão-com-açúcar e deles saiu este post. “Os 10 melhores beijos (e pegadas) do cinema”. Para esta lista, descartei os filmes clássicos, que competem a outra categoria. Ressalvo que esta lista não leva em total consideração a qualidade da película em si, mas apenas a da cena referida (embora sejam filminhos ótimos pra ver com um balde de pipoca, uma barra de chocolate e um colo bem carinhoso!).

Para ver e pôr em prática ;P

OS 10 MELHORES BEIJOS (E PEGADAS) DO CINEMA

 

The notebook

1º. Rachel McAdams e Ryan Gosling – The notebook

Um diário relembra os momentos de uma grande paixão vivida por uma mulher, que agora está internada em um asilo. Além de ser a melhor história de amor de todos os tempos, tem o melhor beijo junto com a melhor pegada da história do cinema!!! Depois da cena de um passeio em um lago cheio de cisnes, uma daquelas discussões sobre a verdade do passado, as palavras que sempre quiseram ouvir e, em meio a uma chuva torrencial, um beijo apaixonado que termina com uma jogada na parede incrível. Vale a pena ver, rever e ver de novo, e de novo…

2º. Renée Zellweger e Tom Cruise – Jerry Maguire

Após propor um tratamento mais humano para seus clientes, um agente esportivo é demitido e passa a ser obrigado a reconstruir sua carreira tendo como único cliente um reserva de um time de futebol americano. O melhor filme já feito por Tom Cruise e o que projetou a carreira de Renée. O segundo melhor beijo do cinema contemporâneo tem aquela pegada que só o Tom sabe dar: envolve com as mãos o rosto dela e, olhos nos olhos, a beija calorosamente. Ai…

3. Débora Falabella e Rodrigo Santoro – A dona da história

Uma mulher em crise consigo mesma passa a relembrar seus sonhos de adolescência, questionando as decisões que mudaram sua vida. Só por ter o Santoro já vale a pena. Mas vê-lo todo apaixonado, romântico e irresistível é de tirar o fôlego! Esse filme tem duas cenas ótimas: a primeira, quando ele faz uma serenata na janela dela – ele cantando, que lindo – e depois sobe pela treliça, pega ela pela cintura e dá aquele “chega pra cá”. A outra cena é quando, depois de pedi-la em casamento e levar um não como resposta, ele, bebadamente lindo, vai até a casa dela e se declara – e é a melhor pegada do cinema nacional!

4. Angelina Jolie e Brad Pitt – Sr. e Sra. Smith
Dois assassinos de aluguel são casados, mas desconhecem a atividade profissional do outro. Até que eles são contactados por suas agências para realizarem a mesma missão. O casal mais pop da atualidade – e mais lindo também, diga-se de passagem – protagoniza uma cena digna de menção: lutam e depois se pegam, quebrando a casa inteira. A química entre eles exala pela tela. A cena ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Luta e foi indicado na categoria de Melhor Beijo.

5. Laura Linney e Rodrigo Santoro – Simplesmente amor
O filme é composto por diversas histórias em que o amor modifica a vida das pessoas. Sarah (Linney) enfim tem a grande chance de sair com Karl (Santoro), por quem mantém uma paixão silenciosa. Depois da festa de Natal da empresa e de dançarem juntinhos, ele a leva até a casa dela e a beija na porta…a cena dela comemorando é fantástica…mas a cena do beijo e da pegada dele quando ela o convida pra entrar é demais!

6. Julia Roberts e Jude Law – Closer
Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida, que se divorciou recentemente. Ela conhece e seduz Dan (Jude Law), um aspirante a romancista que ganha a vida escrevendo obituários, mas se casa com Larry (Clive Owen). Dan mantém um caso secreto com Anna mesmo após ela se casar e usa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como musa inspiradora para ganhar confiança e tentar conquistar o amor de Anna. O primeiro encontro de Anna e Dan é quando ela o está fotografando para seu novo livro. Depois de um diálogo divino, o beijo começa meio indesejado, mas vai se enchendo de desejo…

7. Kate Hudson e Matthews McConaughey – Como perder um homem em 10 dias
Para ganhar uma concorrida campanha publicitária, um homem aposta que pode conquistar qualquer mulher em 10 dias. Porém ele escolhe justamente como vítima uma repórter feminista que está fazendo uma matéria sobre como perder um homem no mesmo período. Claro que eles acabam se apaixonando de verdade no final do filme, né! Mas a cena que mostra isso pra gente (e pra eles) é quando eles vão até a casa dos pais dele. Depois de uma aula de andar de moto na orla da praia, ela vai até o banheiro tomar banho e ele vai junto explicar onde está a toalha, até que irresistivelmente, ele a beija e eles tomam banho juntos. Uma graça!

8. Nicole Kidman e Jude Law – Cold Mountain
Após o término da Guerra Civil Americana, o soldado Inman Balis (Jude Law) inicia o percurso para retornar à sua casa, na vila de Cold Mountain, onde sua namorada Ada (Nicole Kidman) enfrenta problemas para administrar uma grande fazenda após a morte de seu pai. Para ajudá-la na tarefa chega Ruby (Renée Zellweger) que cria uma grande amizade com Ada. Imaginem a saudade de Ada e Inman depois de uma guerra separados?! Pois é, dá nisso.

9. Kirsten Dunst e Orlando Bloom – Tudo acontece em Elizabethtown
Um homem em crise precisa retornar à sua cidade-natal por causa do funeral do pai. É quando ele conhece uma aeromoça que faz com que ele novamente acredite na vida. Uma história muito bem construída, com personagens comuns e fascinantes, diálogos primorosos e uma trilha sonora envolvente. A cena acontece quando Drew (Bloom) vai buscar as cinzas do pai e, ao voltar para o hotel, se depara com Claire (Dunst), que acabou de levar um fora do pseudo-namorado.

10. Liv Tyler e Ben Affleck – Armageddon
Para evitar que um asteróide do tamanho do Texas se choque contra a Terra, a NASA envia até ele uma missão composta por uma equipe de perfuradores de petróleo, que tem por missão colocar uma carga nuclear bem em seu centro. Além de ter a cena mais comovente de despedida entre pai e filha, o filme tem um dos beijos mais fofos e deliciosos da história do cinema e a melhor música na trilha sonora também.

Tragédia anunciada

Não tenho palavras para descrever o que a nação brasileira foi obrigada a ver na noite de ontem: estava assistindo a transmissão dos jogos pan-americanos, as disputas pelas medalhas da ginástica artística feminina e masculina, num dia em que o Brasil brilhou na competição (bom, isso comparado a outros dias né!); eis que entra um plantão extraordinário cujas imagens rapidamente tomam conta de todos os canais da tevê: o (até aquela hora) provável acidente aéreo mais trágico de toda a história da aviação brasileira.

Não se sabe ainda os motivos da tragédia que não deixou sobreviventes e ainda levou junto alguns funcionários do galpão da TAM que trabalhavam no momento do acidente. Apontam-se hipóteses. Não que adiante achar o culpado, porque o horror já foi causado. Para mim, uma total leiga no assunto, a causa foi uma conjunção de fatores que isolados não teriam problemas, mas que juntos foram responsáveis por (mais uma) mancha na aviação brasileira: chuva, aterrisagem muito a frente da pista e a falta das fissuras para escoamento da água na pista do maior aeroporto do país.

Acho que Gilberto Dimenstein traduziu melhor a situação:

É pior do que se imagina

Raras vezes em nossa história vimos um acidente tão espetacularmente trágico como o choque do avião em Congonhas, mas, de certa forma, é uma rotina brasileira. Somos vítimas diárias dos mais diferentes tipos de descuidos e de irresponsabilidades que conduzem a pequenas, grandes e médias tragédias, devido basicamente à nossa baixa de cidadania –o que se traduz em irresponsabilidade.
Morrem milhares de pessoas nas estradas simplesmente porque a sinalização não é boa, as pistas não estão bem conservadas ou não se fiscaliza quem está com alto teor alcoólico no sangue. Vemos, neste momento, a dificuldade que é limitar a propaganda de cerveja. Vivemos um clima de guerra civil nas cidades porque não se prestou a atenção na educação, na inclusão de jovens e no aperfeiçoamento da segurança. Morrem milhares de crianças por falta de condições básicas de saúde, fáceis de serem atendidas. Estamos vendo a volta de doenças como tuberculose. A cada dia, só na cidade de São Paulo, morre um motoboy, vítima não só dele próprio, mas também da selvageria da falta de controle.
Se formos olharmos porque somos um país tão potencialmente rico mas tão pobre, veremos que temos tragédias evitáveis apenas porque deixamos para depois o conserto de uma pista.

Triste…

>> Cobertura completa? Aqui.

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