Confesso que não sou muito adepta a exercícios físicos. Bom, na verdade não sou nada adepta! Sempre utilizei as mais esfarrapadas desculpas para evitar as atividades da Educação Física no tempo de colégio. E o resultado foi que de físico educado eu não tenho nada! Isso me rendeu um bom problema no joelho – “síndrome fêmero-patalar” – que ocorre em pessoas que fazem muito ou nada de exercício (imaginem qual o meu caso…)
Mesmo depois do tal diagnóstico, continuei fugindo das aulas de ginástica, musculação e afins, ou seja, das academias em geral. Abomino pessoas cujo point é a academia, com as regatinhas, o tronco triangular, e as gírias sempre em torno de complementos alimentar, quantos quilos de levantamento e o escambau.
Mas chega um ponto na vida da gente (ou seria na idade mesmo?) em que a falta de exercício começa a se manifestar pelo corpo. Pra mim, o resultado é uma dor lapidante nos meus joelhos. Malditos joelhos!
Então, como resolução de começo de ano, resolvi enfrentar de vez a academia! Para isso escolhi uma atividade calma, sem precisar “puxar ferro”: YOGA. Última moda, a yoga promete diversos benefícios físicos, espirituais e mentais…um exercício completo, de corpo e mente, sem milagres, mas com maravilhosos resultados a longo prazo (haja vista Madonna, com quarenta e tantos e aquele corpo de dar inveja nas juvenis).
Então fui, minha primeira aula em uma academia, minha primeira aula de yoga. A aula era de relaxamento. Ótimo, pensei, nada muito puxado. A professora, digo, instrutora, apagou as luzes, ligou um cd de mantras, aromatizou o ambiente com cheiro de flores e começou a aula. Eram basicamente movimentos de alongamento, tudo muito calmo, muito zen.
Um dos objetivos principais da yoga é trabalhar a concentração. E sem ela você não consegue se manter em nenhuma posição! Mas a minha concentração não estava, assim, das mais eficazes. Tive vontade de rir em alguns movimentos e o pensamento de “o que eu tô fazendo aqui nesta aula parada?” invadiu minha mente (e, consequentemente, minha concentração) diversas vezes. E a maldita vontade de rir!!!
Saí de lá sem muita certeza se continuaria a freqüentar as aulas. Fui pra casa, jantei e fui dormir.
A surpresa (e o resultado) da tal aula veio pela manhã. Nenhuma dor no corpo e uma sensação de relaxamento e bem estar que jamais antes havia sentido. Fiquei impressionada. Extasiada. Relaxada. Convencida.
E agora, deixe eu ir, preciso me preparar para a próxima aula…
Namastê!
Exercício para corpo e mente. Sério?
Março 21, 2007 por Ana Bürger
Esse negócio de academia realmente tem muito Zé Mané…não é a minha tbm…
Agora, se preparou?….Qdo é a próxima aula, heim?
Bjos